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Este é o novo Blog da Perserverança da Paróquia Divino Salvador - Vila Olímpia - São Paulo/SP.
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AVISO: No próximo sábado (01/09/12) participaremos da Missa das 17:00hs. Não Faltem!!!
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AS
VIRTUDES
Aula do dia 25/08/12
As Virtudes Teologais
Nascemos para cultivar e praticar as virtudes
A língua portuguesa tem origem no latim, que era a língua falada na região
do Lácio que hoje é a Itália. Os romanos levaram sua língua para a região de
Portugal, nascendo ali o português, que foi trazido para o Brasil pelos nossos
colonizadores. Assim, a palavra latina "virtus" originou em português
a palavra "virtude", que significa um conjunto de qualidades próprias
do homem. O homem nasceu para fazer o bem. Do Gênesis, primeiro livro da
Bíblia, e que fala do começo do mundo, extraímos a fala de Deus: "Façamos
o homem à nossa imagem e semelhança". Somos imagem e semelhança do
Todo-poderoso, portanto, nascemos para cuidar bem das coisas que Ele criou para
nós e também para viver bem uns com os outros. Nascemos para cultivar e
praticar a virtude, que é a boa vontade de sempre fazer o bem.
As virtudes podem ser HUMANAS e TEOLOGAIS. Nós cultivamos e usamos as
virtudes humanas para conviver bem com as outras pessoas, no meio da nossa família,
na nossa comunidade e no mundo, enfim. Também devemos cultivar as virtudes
teologais no nosso relacionamento com Deus.
Quando recebemos o sacramento do Batismo é infundida em nós a graça
santificante, que nos torna capazes de nos relacionar com a Santíssima Trindade
e nos orienta na maneira cristã de agir. O Espírito Santo se torna presente em
nós, fundamentando as virtudes teologais, que são três: FÉ, ESPERANÇA E
CARIDADE.
I - PRIMEIRA VIRTUDE: A FÉ
Cultivando a fé, acreditamos no Deus Criador, que é o Pai, no Deus Salvador,
que é Jesus Cristo e no Deus Santificador, que é o Espírito Santo. Cultivando a
fé, compreendemos que o Altíssimo é uno e trino e que tudo isso nos foi
revelado nas Sagradas Escrituras. Cremos, então, que Deus é a verdade.
No dia a dia, nós usamos muito a fé. Temos fé nas pessoas, às vezes até em
pessoas em quem não sabemos se podemos confiar. Por exemplo: ninguém pode ser
testemunha do seu próprio nascimento, mas a fé que nós cremos nos pais ou no
cartório que fez o registro nos faz acreditar na data e no local do nosso
nascimento. Do mesmo modo, quando entramos em um ônibus ou em um avião,
acreditamos que o motorista ou o piloto são habilitados para nos transportar e
nós nem os conhecemos, mas acreditamos neles.
E Deus, que criou todas as coisas e nos deu a faculdade de pensar, de
raciocinar, de acreditar? Temos muito mais motivos para acreditar n'Ele, para
confiar n'Ele, para nos abandonar livremente em Suas mãos.
A fé que devemos cultivar em relação a Deus é muito mais segura do que a fé
que naturalmente temos nas pessoas. Assim, pela fé, cremos no Todo-poderoso e
em tudo o que Ele nos revelou. Ele se revela sempre a nós. Primeiro pelos
Profetas, depois, através de seu Filho, que é a Sua Palavra. Ele se revela
também através do testemunho dos Apóstolos. E, constantemente, através dos
acontecimentos da história da humanidade e da história de cada um de nós.
A criança tem uma fé sem limites na mãe, desde muito pequena, porque foi ela
quem a gerou, a amamentou, ensinou-lhe a andar e a falar.
E Deus, que preparou um mundo maravilhoso para nós e nos colocou como centro
desse mundo?... É forçoso que confiemos n'Ele, com total confiança. Precisamos
procurar conhecer a vontade do Pai e realizá-la em nós, porque, como diz São
Paulo, em sua Carta aos Gálatas (cf. Gl 5,6), a fé age por amor.
Mas não basta que nós cultivemos a fé. Esta, quando verdadeira, exige ação.
Quando temos um amigo, não basta que gostemos dele. Devemos dar-lhe atenção,
ajudá-lo quando necessário e possível, e ajudar também as pessoas que ele ama.
Se não for assim, a amizade e a confiança não são verdadeiras.
Com Deus, é do mesmo modo. De que adianta a pessoa acreditar n'Ele e não
fazer nada para melhorar o mundo que Ele criou com tanto amor? Madre Teresa de
Calcutá dizia: "Eu sei que o meu trabalho é como uma gota no oceano, mas,
sem ele, o oceano seria menor". E São Tiago, em uma carta, nos diz que
"a fé sem obras é morta "(cf. Tg 2,26).
A fé nos leva, portanto, a praticar a justiça em tudo que fazemos.
II - SEGUNDA VIRTUDE: A ESPERANÇA
A Esperança é a virtude que nos ajuda a desejar e a esperar tempos melhores
em nossa vida aqui na terra e a ter a certeza de que conquistaremos a vida
eterna, que será a nossa felicidade.
Muitas vezes, passamos por momentos difíceis e achamos que nossa vida não
tem solução. O mundo hoje está muito violento e cheio de catástrofes. A cada
dia, assistimos na televisão e até bem perto de nós, cenas de maldade,
agressões, violência. E assistimos também a tragédias provocadas por desastres
da natureza.
Precisamos refletir sobre tudo o que está acontecendo, encontrar onde está a
falha e buscar uma solução. Sozinhos, não somos nada, mas, com Deus, tudo
podemos. A esperança nos leva a tentar vencer os obstáculos.
Há poucos dias, um fato nos chamou a atenção. Houve um tremor de terra no
Haiti e 70% dos prédios da capital se desmoronaram. Um repórter conseguiu
mostrar que, em meio à quase completa ruína de uma igreja católica, restou
intacta, a imagem do Cristo Crucificado. Tudo quebrado no chão e ela lá, em pé,
fulgurante, como a mostrar que Ele está presente junto ao povo sofrido. Esta
cena é muito significativa. Pode-se compreender muita mensagem de Deus para nós.
Precisamos aprender a escutar a voz do Pai. Cada um, no seu coração, vai
interpretar, a seu modo, fatos como este, tão significativos.
No Antigo Testamento, a esposa de Abraão era estéril, mas o Senhor lhe
prometeu uma descendência mais numerosa do que as estrelas do céu e todo o povo
de Deus constitui a sua descendência, porque Sara, sua esposa, concebeu na
velhice e gerou seu filho, Isaac.
No Novo Testamento, o anjo do Senhor anunciou a Virgem Maria que ela seria
Mãe de um rei. E ela, de início sem compreender o que anjo falara, se
prontificou a cumprir a vontade do Pai. Sofreu muito, meditando tudo no
silêncio do seu coração. Esperou, esperou contra toda esperança e foi elevada
aos céus e coroada Rainha dos anjos e dos santos, Mãe de Deus e Mãe da humanidade.
Seu Filho não foi aquele rei rico em coisas materiais, como nós imaginamos,
no nosso mundo serem os reis. Mas Ele mesmo disse: "O meu reino não é
deste mundo". E Ele é o Rei dos Reis e ao som do Seu nome se dobram todos
os seres do céu, da terra e sob a terra. Somos, por meio de Cristo, herdeiros
da esperança de vida eterna.
III - Terceira Virtude: CARIDADE
A Caridade é amor. São palavras sinônimas. A Caridade não é somente procurar
uma moedinha no fundo da bolsa e jogá-la na latinha de quem pede. A Caridade
não é somente ofertar um prato de comida a quem tem fome. A Caridade não é
somente tirar do nosso guarda-roupa um vestido, uma blusa, um sapato ou
qualquer objeto que não usamos mais e dar a quem nada tem. A Caridade é amor. É
conhecer a dor da pessoa que vive perto de nós, quer seja na nossa família, na
comunidade ou mais distante. Conhecer a sua dor e procurar com ela resolver o
seu problema.
A Caridade é dar um "bom-dia!", é sorrir para uma criança
indefesa, para um jovem, às vezes desorientado, para um idoso que carrega seu
fardo com dificuldade.
A caridade, o amor é a virtude perfeita. Neste mundo, precisamos ter fé, esperança e amor. Precisamos ter fé e esperança porque aqui estamos caminhando nas trevas, isto é, acreditamos em algo que não vemos com os nossos olhos humanos e limitados. Mas cremos na aurora que dissipará essas trevas e, quando alcançarmos a vida eterna, a fé e a esperança já não serão necessárias, porque já estaremos diante do Pai.
A caridade, o amor é a virtude perfeita. Neste mundo, precisamos ter fé, esperança e amor. Precisamos ter fé e esperança porque aqui estamos caminhando nas trevas, isto é, acreditamos em algo que não vemos com os nossos olhos humanos e limitados. Mas cremos na aurora que dissipará essas trevas e, quando alcançarmos a vida eterna, a fé e a esperança já não serão necessárias, porque já estaremos diante do Pai.
Entretanto, o amor permanece, porque Deus é amor e, se estamos diante d'Ele,
também somos amor.
Por isso é que São Paulo, em sua Primeira Carta aos Coríntios, termina o
capítulo 13 dizendo: "Agora, portanto, permanecem três coisas: a fé, a
esperança e o amor. A maior delas é o amor".
As Virtudes Cardeais
São quatro como quatro são os pontos cardeais
Virtudes cardeais quer dizer virtudes centrais, fundamentais, orientadoras.
É o mesmo que virtudes morais. São quatro como quatro são os pontos cardeais,
as estações do ano, os lados da cruz, os alicerces da casa, os pés da mesa e da
cama. A quaternidade para Jung é símbolo da perfeição. Eis as virtudes:
Prudência É o reto agir, o bom senso, o equilíbrio. Cuida do lado
prático da vida, da ação correta e busca os meios para agir bem. Prudência é o
mesmo que sabedoria, previdência, precaução. O prudente é previdente e
providente. É pessoa que abandona as preocupações e abraça as soluções. Deixa
as ilusões e opta pelas decisões. Rejeita as omissões e se empenha nas
ocupações. O lema dos prudentes é: “Ocupação sim, preocupação não.” A prudência
coloca sua atenção na preparação dos fatos e eventos e nunca na precipitação
nem no amadorismo ou improvisação. Ciência sem prudência é um perigo.
Temperança É o auto-controle, auto-domínio, renúncia, moderação. A
temperança ordena afetos, domestica os instintos, sublima as paixões, organiza
a sexualidade, modera os impulsos e apetites. Abre o caminho para a
continência, a castidade, a sobriedade, o desapego. É próprio da temperança o
cuidado conosco mesmo, com os outros e com a natureza. A temperança não permite
que sejamos escravos, mas livres e libertadores e nos encaminha para o
cumprimento dos deveres e para a maturidade humana. Sem renúncia não há
maturidade. Grande fruto da renúncia é a alegria e a paz.
Fortaleza Faz-nos fortes no bem, na fé, no amor. Leva-nos a
perseverar nas coisas difíceis e árduas, a resistir à mediocridade, a evitar
rotina e omissões. Pela fortaleza vencemos a apatia, a acomodação e abraçamos
os desafios e a profecia. É virtude dos profetas, dos heróis, dos mártires e
dos pobres. A fortaleza dos mártires e a ousadia dos apóstolos, como também a força
dos pequenos e dos fracos é um sinal do dom da fortaleza na vida humana e na
história da Igreja. Hoje a fortaleza nos leva a enfrentar a depressão, o
stress, o câncer, a AIDS, os golpes da vida. Grandes são os conflitos humanos,
porém maior é a força para superá-los. A vida é luta renhida, dizia nosso poeta
e a fé é um combate espiritual. “Coragem, Eu venci o mundo!” (Jo 16,33).
Justiça Regula nossa convivência, possibilita o bem comum, defende a
dignidade humana, respeita os direitos humanos. É da justiça que brota a paz.
Sem a justiça nem o amor é possível. É a virtude da vida comunitária e social
que se rege pelo respeito à igualdade da dignidade das pessoas. Da justiça vem
a gratidão, a religião, a veracidade. Não se pode construir o castelo da caridade
sobre as ruínas da justiça. Pelo contrário, o primeiro passo do amor é a
justiça, porque amar é querer o bem do outro. A justiça é imortal (Sab 1,15).
Esta virtude trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro,
à comunidade e à sociedade.
FONTES:
Texto - As Virtudes Teologais
Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11732
Texto - As Virtudes Cardeais
Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina (PR)
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=7562
Imagens:
http://imagensbiblicas.wordpress.com/2008/08/20/jesus-caminha-sobre-as-aguas-e-salva-a-pedro/
http://trupedosorriso.blogspot.com.br/ 

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